sábado, 7 de abril de 2012

Outro dia, eu conversava com uma colega de faculdade e ela me dizia algo que já ouvi inúmeras vezes: tudo no começo são flores. Quantas vezes você não já ouviu isso? Se nenhuma, você nunca esteve apaixonado (haha).

É incrível como sempre encontramos pessoas que insistem em querer nos desestimular quando estamos nessa condição que beira a insanidade. Sim, insanidade, porque loucura sem paixão pode até existir, mas o contrário é impensável. “Não acredite no que eles dizem. Perceba o medo de amar”, canta Vanessa da Mata em uma das letras mais singelas e simples da música brasileira. É por aí! Não acredite.

No começo tudo são flores mesmo. As borboletas pululam nos estômagos quando cogitamos a possibilidade de ver a outra pessoa, as conversas se multiplicam de forma irracional (assuntos não faltam) e se dão de todas as formas: pessoalmente, pela internet, por telefone e até por SMS. Ah, SMS’s que causam furor e provocam ansiedade quando não vêm. Fico agora a imaginar como eram os relacionamentos dependentes dos serviços de correio. Mágicos!

Mas, voltando à constatação da minha colega, se sabemos que no início tudo é lindo, por que não aproveitamos ao máximo esse momento? Por que não vivermos isso com intensidade e sem projeções? Amanhã a magia diminui, ou acaba, e nós podemos ficar com a sensação de que poderíamos ter feito mais, ter vivido mais. “Que seja eterno enquanto dure”, disse o poeta; e se ele me permite acrescento: “que seja bom, enquanto for eterno”.

Quanto tempo vai durar? Como saber?! As explicações para o presente não estão no hoje. Ou estiveram no ontem ou só se farão no amanhã. Às vezes dura pouco, às vezes muito. Cabe-nos aproveitar enquanto exista, enquanto for bom. Ah, e bom nada tem a ver com alegria constante. Parece ladainha de padre casamenteiro, mas a tristeza faz tão bem a um relacionamento quanto a alegria. É na agonia que se perceberá a capacidade de um cuidar do outro. Ninguém tem obrigação de aguentar outra pessoa em infortúnio, no entanto, quando há sentimento, essa não é uma obrigação e sim uma necessidade.

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